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Documentário da Netflix sobre o começo do Red Hot emociona

Por trás de cada grande banda há, provavelmente, uma grande história.

Somos acostumados a ver bandas lendárias enchendo estádios e colhendo os louros de suas criações icônicas, mas nem sempre sabemos como aquilo tudo começou.

E posso dizer com base no meu pouco conhecimento que, quase sempre encontraremos uma história de batalhas árduas, portas fechadas, quase desistências e muitas reviravoltas antes do grande lance.

Red Hot Chili Peppers não é exceção à regra.

A banda que conhecemos há décadas como um quarteto poderoso formado por Anthony Kieds (vocais), Flea (baixo), John Frusciante (guitarra) e Chad Smith (bateria), teve um início bastante emocionante, para dizer o mínimo. Agora essa história pode ser conferida em detalhes no documentário "A Origem do Red Hot Chili Peppers: Nosso Irmão Hilel", produzido pela Netflix.




"Em memória de Hilel Slovak"

Essa frase poder se encontrada nos encartes dos LPs Mothers Milk (1989) e Blood Sugar Sex Magik (1991), os dois álbuns que a banda lançou após a morte de seu guitarrista fundador, Hilel Slovak.

Lembro de ler essas frases e pensar, na minha ignorância: "poxa, que bacana da parte deles, lembrar do guitarrista que morreu".

Depois de ver o filme, porém, me dei conta de que "guitarrista" não era a principal atribuição daquele rapaz. Antes de tudo, Hilel era muito amigo de Flea e Kieds. Nível quase irmão. Talvez mais. Conhecidos da escola, ambos passaram a frequentar a casa do guitarrista, que já tinha uma banda na época, a Anthym, que depois trocou o nome para What is This.

Além disso, o rapaz era de uma família de artistas e sua casa era como um porto seguro para o trio, que passava horas fumando, ouvindo LPs e dando risadas. Há diversas menções à mãe de Hilel, Esther Slovak, figura importante no apoio ao grupo em relação às artes.

Outra grata surpresa ao conferir o documentário é saber que foi justamente Hilel quem sugeriu que Flea tocasse baixo. A cena de Flea lembrando do episódio é um dos momentos mais bonitos do filme.

Fica claro após alguns minutos rodados, que Hilel era quase um irmão mais velho, uma referência para os dois jovens arruaceiros que não tinham muito direcionamento dentro de casa.

Não é exagero imaginar que, não fosse por ele, não existiria Red Hot. Que Californication, Can't Stop e Snow, gravadas pelo seu fã e sucessor, John Frusciante, nunca teriam nascido.

Além de emocionar pelos depoimentos sinceros e lembranças divertidas, o filme serve também como uma justa homenagem àquele que, junto com Flea e Kiedis deu à luz à uma das maiores bandas da história e, infelizmente, se foi cedo demais, aos 26 anos.

Recomendo com força que assistam.

Até o próximo texto ;)