Sem cerimônias aqui: Jorge Ben é, para mim, o maior nome da música brasileira.
É o criador de um literal samba esquema novo. Foi o cara que uniu como ninguém antes o samba com a bossa nova. Deu um ritmo e um suingue animados, pulsantes à serenidade rebuscada da bossa.
A história da música brasileira pode ser dividida entre antes e depois de Jorge Ben. Centenas de cantores e grupos nacionais e internacionais regravaram seus sucessos. De O Rappa a Etta James. Falei um pouco disso nesse vídeo sobre sua influência.
Então, como resistir a um livro que aborda a trajetória pessoal e musical do astro rei, quando o material sobre ele disponível na mídia é tão escasso?
Para melhorar, a autora Kamille Viola escreve com aquela suavidade que só os jornalistas conseguem, misturando generosidade de detalhes com uma frieza e agilidades eficientes para a leitura fluir leve, natural.
O que fica é uma leitura saborosa, onde vamos conhecendo mais a fundo a figura mística e ao mesmo tempo humana de Jorge Ben. Apesar do livro se focar especialmente no lançamento de África Brasil, de 1976, a autora aborda praticamente todos seus trabalhos até então. Ou seja, com ela passeamos também pelos clássicos Tábua de Esmeralda (1974) e pelo meu adorado Solta o Pavão (1975).
Vale demais a leitura.
Confira a resenha detalhada no vídeo abaixo:

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