Cerveja na veia

A bebida e o roqueiro

Todo bom ouvinte de música tem uma bebida preferida pra acompanhar as viagens. Para "incrementar" as viagens pode soar mais sujestivo. Alguns fãs de Heavy Metal curtem beber uma boa vodca ouvindo suas guitarras pesadas. Já amantes do blues preferem bebericar seus whiskeys enquanto ouvem os mestres dedilharem seus violões. Para os refinados que adoram um jazz, nada melhor do que um vinho importado. As possibilidades são infinitas, mas o verdadeiro consenso é: cerveja e rock and roll tem tudo a ver. Pra comemorar brindando, uma dos Velhas Virgens que defende justamente nossa amada loura. É do primeiro disco deles, "Foi bom pra você?", de 1995. Segue a letra:


Cadeira de balanço

O andarilho contra um de seus piores inimigos

Um dos símbolos mais fortes com significado totalmente oposto ao Andarilho é a Cadeira de Balanço. Sim, aquela inofensiva cadeira com pés em curva na qual nossas avós tricotavam enquanto balançavam vagarosamente pra frente e pra trás é, na verdade, nosso maior inimigo: a acomodação. Como bons andarilhos, vamos andar pra longe delas. Explicando melhor, uso uma canção do Oasis, que trás uma bela viagem. É do sensacional disco "The Masterplan", de 1998, cuja canção título já rendeu uma ótima viagem. Segue a letra:


Se você chamar meu nome em voz alta

O poder místico de um violão e uma voz

Quem sente fascínio pelo universo medieval, não só em sua parte histórica, mas também pelo lado fantástico envolvendo a "era das trevas" como pano de fundo certamente já ouviu falar nos lendários bardos. Em meio aos cavaleiros honrados, espadas mágicas, dragões temíveis e camponesas em apuros, havia também uma discreta figuras de um homem com um violão. Esse personagem, contam as histórias, percorriam milhas e milhas (sim, eram bons andarilhos) pelos reinos contando histórias e lendas através de sua música. Na mitologia celta, tais figuras eram dotadas de poderes sobre-humanos que se demonstravam através das cordas do violão ou das harpas que tocavam. Dentre os remanescentes desse seleto grupo de andarilhos, os mais poderosos, sem dúvida, são o Dispatch. Conheça o poder de mais uma canção do disco "Bang Bang", de 1998. Segue a letra:



[SHOW] A palavra "amor"

Show do Beatles 4 Ever dia 16/04/2011 na Virada Cultural

Após o espetacular show do U2, li um texto muito bacana de Bruno Medina em que o jornalista apresenta uma visão diferente sobre espetáculos tão majestosos quanto o do quarteto irlandês. Na análise, Bruno defende shows mais "particulares" onde os astros estão mais próximos do público e não num show ensaiado e engessado, praticamente igual o DVD ou qualquer show da turnê. Concordo com a visão dele, mesmo tendo apreciado imensamente o show do U2. Não há nada que se compare a um show que você sabe que será único - pra você e pro artista. E aqui entra o paradoxo dos shows do Beatles 4 Ever na virada Cultural, onde um dos maiores covers de Beatles do mundo prometia tocar todos os discos do FabFour na íntegra, em quase 24 horas de espetáculo, na Virada Cultural de São Paulo. Tive o privilégio de acompanhar quatro dos shows, de "Beatles for Sale" a "Revolver" com meu amigo Silver. A viagem maior, claro, foi com "Rubber Soul", de 1965, com a qual ilustro o texto. Segue a letra:


É assim que o amor é

A dura estrada do amor por vozes bem macias

E mais uma vez meus amigos "Compromissados" aparecem com uma bela performance iluminativa de um clássico do soul. A luz veio por meio da canção "That'st the way love is", originalmente gravada pelos Isley Brothers em 1967 e que posteriormente ficou ainda melhor na regravação de Marvin Gaye, em 1969. Por incível que pareça a canção conseguiu ficar ainda mais viajante na versão dos Commitments, em 1992, seguindo essa mesma pegada de Gaye. Faz parte do segundo disco deles, o "The Commitmetns - Volume II". Segue a letra:



Malvado Filho da Mãe

O Hard Rock nunca morrerá se depender desses caras

Seguindo a linha do Hard Rock mostrada no XYZ, trago hoje uma banda ainda menos conhecida, mas com uma vantagem: estão em atividade. A banda chama-se Big Cock e é, na verdade, uma reunião de quatro músicos já veteranos do mundo do hard rock nas décadas anteriores, porém de um lado considerado mais underground. Suas bandas anteriores são pouco conhecidas do público geral. Em 2005, se uniram e lançaram o Big Cock, com um disco sensacional entitulado "Year of the Cock". Curiosamente, no calendário chinês, 2005 é, de fato, o Ano do Galo. Bom sinal. Essa daqui é a abertura do disco. Segue a letra:



Retorno de um dia ordinário

Um universo inteiro que acontece em poucos segundos

Poucas pessoas estão sabendo, mas mês que vem teremos mais um grande nome do rock aqui no Brasil. Trata-se de Ian Anderson, fundador e frontman do Jethro Tull, uma das bandas mais importantes do rock clássico e progressivo da história. Aprendi a gostar deles por causa de ninguém menos que meu pai (ele tem bom gosto, eu sei) e por isso, dia 14 de maio, estaremos no Credicard Hall pra conferir mais esse show que promete ser sensacional, afinal Ian Anderson tem uma presença de palco como poucos. Pra ir aquecendo nada melhor que viajar nessa canção do lendário disco "Aqualung" de 1971. Segue a letra: